Economia é a primeira razão que leva muita gente ao brechó. Mas quanto se economiza de verdade? A resposta depende menos do preço da etiqueta e mais de quantas vezes você vai usar a peça. Vamos ver o que dizem os dados e como fazer essa conta em casa.
O que diz a pesquisa do Sebrae-SP
Em 2025, o Sebrae-SP ouviu 400 consumidores de brechós sobre os motivos que levam às compras. O preço apareceu em primeiro lugar, citado por 71% dos entrevistados. Em seguida vieram a qualidade das peças, com 45%, e a sustentabilidade, com 43%. Ou seja: além de pagar menos, quem compra usado procura peça boa e quer consumir com mais consciência.
- 71%citam preço acessível como motivo para comprar em brechó
- 45%citam a qualidade das peças
- 43%citam a sustentabilidade
- 400consumidores de brechó ouvidos na pesquisa
O dado da qualidade merece atenção. Ele mostra que a economia do brechó não vem só de pagar menos, mas de pagar menos por uma peça que dura. É aí que entra o custo por uso.
Custo por uso: a conta que muda tudo
O custo por uso é uma conta simples: o preço da peça dividido pelo número de vezes que você vai vesti-la. Uma roupa barata que você usa duas vezes e encosta pode sair mais cara, por uso, do que uma peça melhor que acompanha você por vários invernos.
Exemplo ilustrativo, com valores hipotéticos que não são preços da loja: imagine um casaco que custa R$ 300 numa loja de shopping e um casaco parecido, de boa qualidade, que custa R$ 120 num brechó. Se você usar cada um 40 vezes, o primeiro sai a R$ 7,50 por uso e o segundo a R$ 3,00. Agora imagine que o casaco de brechó tem tecido mais encorpado e dura o dobro, 80 usos: o custo cai para R$ 1,50.
- Custo por uso = preço da peça dividido pelo número de usos
- Quanto mais você usa, menor o custo por uso
- Peça de qualidade costuma durar mais e somar mais usos
- Peça que fica parada no armário tem custo por uso alto, mesmo se foi barata
Onde a economia aparece mais
Algumas categorias rendem mais no brechó. São peças que custam caro novas, duram muito e não saem de moda com facilidade.
- Casacos, blazers e peças de alfaiataria
- Bolsas e calçados de couro, que com cuidado atravessam anos
- Tricôs de boa fibra
- Roupa de festa, que costuma ser usada poucas vezes pela primeira dona
No Varal da Moda já passaram bolsas e calçados de marcas como Arezzo, Schutz e Salton. São exatamente o tipo de peça em que a conta do custo por uso fica muito favorável.
Como não perder a economia no caminho
Brechó também tem armadilha: comprar porque está barato. Se a peça não combina com nada que você tem, não serve direito ou precisa de um conserto que você nunca vai fazer, ela vira custo por uso alto. Algumas perguntas ajudam antes de pagar.
- Eu usaria essa peça pelo menos dez vezes?
- Ela combina com três coisas que já tenho?
- Serviu bem no provador, sem precisar de ajuste?
- O tecido e as costuras parecem aguentar muitas lavagens?
Economia que vai além do bolso
Os 43% que apontam a sustentabilidade lembram que comprar usado também economiza recursos: a peça que já existe continua em uso em vez de uma nova ser produzida. É uma economia que não aparece no extrato, mas conta.
No Varal da Moda você pode provar as peças antes de decidir e pagar em dinheiro, crédito, débito ou Pix. Looks de exemplo ficam em Achadinhos, no site, e dúvidas podem ir pelo WhatsApp (11) 96446-0439.
Perguntas rápidas
Comprar em brechó é sempre mais barato?
Em geral a etiqueta é menor, mas a economia real depende de quanto você vai usar a peça. Faça a conta do custo por uso.
Como calcular o custo por uso?
Divida o preço da peça pelo número de vezes que pretende usá-la. Quanto mais usos, menor o custo.
Quais peças rendem mais economia no brechó?
Casacos, alfaiataria, bolsas e calçados de couro, tricô de boa fibra e roupa de festa.
